Adoramos ver as pessoas a tentarem salvar-se a si próprias

Infelizmente, e aparentemente, quanto mais, melhor. Por mais doentio e retorcido que possa ser, é uma das realidades da nossa experiência de ida ao cinema.

Outros gostam de ver pessoas perderem a cabeça – trocadilho intencional

Se a nossa continuar intacta, tudo estará bem neste mundo.

Os Maus: o que seria do género de vídeos de terror sem um dos sujeitos mais loucos que colocaram uma máscara de hóquei, como Jason Voorhees ou, melhor ainda, se John Carpenter não tivesse dado vida a um tal Jacko (perdão), Wacko como Michael Myers?

Ou até o magistralmente escrito e intrigante Jig Saw da série Saw, que acontece ser um dos meus papões favoritos?

Ou então o que dizer da apavorante interpretação de Jack Nicholson do livro de Stephen King ‘A Luz’ (The Shining)?

Mas se tivesse que incluir um monstro nesta mistura, e admitir que a próxima seleccionada é feminina, teria que dizer que o ‘altamente super-protector’ extra-terrestre do filme Aliens teria que ser incluído na conversa.

O filme e o seu vilão Alien é certamente uma das principais razões porque continua a ser um dos favoritos dos amantes do género.

Está com certeza nos primeiros da minha lista

Mas… espere um pouco: Algo que a maior parte dos cinéfilos nunca hão-de entender é por que razão, muitas vezes, a heroína de um video de terror, ao ouvir uma estranha espécie de ruído vinda de algures no piso de baixo, ou do seu armário, tem sempre que ir investigar.

Na vida real, a maioria das pessoas não hesitaria em fugir da casa, se pensassem que havia nela algum intruso. Mas, na verdade, se não fosse por esta óbvia falha de carácter, nós, os cinéfilos, não poderíamos apreciar o mesmo nível de interacção com as personagens dos filmes.E enquanto as personagens dos videos de terror continuam a fazer coisas estúpidas, nós, os cinéfilos, continuaremos a gostar de lhes dizer isso.

Por isso… quer que lhe ponha algum bocado de queijo, senhor?. Os cineastas colaboraram durante anos ao fazerem alguns dos melhores vídeos de terror que se possa imaginar, muitos dos quais, se eu os mencionasse, você teria provavelmente visto e, sem dúvida, gostado muito.

Mas no decorrer desses anos muitos vídeos péssimos, ou o que alguns chamariam ‘foleiros’, foram feitos por aí. Vídeos como Motel Hell, Hellraiser ou The Exorcist Part 2, apenas para citar alguns. Tenho a certeza de que se você tivesse que nomear alguns dos vídeos de terror mais foleiros que já viu, eu também não ficaria surpreendido com alguns dos filmes que você seleccionaria.

Eu, pessoalmente, adoro os vídeos de terror e tenho-os visto desde que era ainda uma criança, pelo que tenho mais do que tolerância por um video mau ou ‘foleiro’.

Vídeos como The Trilogy of Terror – penso que tinha doze ou treze anos quando vi pela primeira vez este video de terror ‘foleiro’, mas, passados todos estes anos, ainda me parece um dos filmes que eu gostaria de ver mais uma e outra, e outra, vezes.

Uma das razões para esta tolerância é porque entendo que o ‘género terror’, ao contrário de outros, empresta a si próprio algumas más histórias e até ainda piores representações.

Se você fosse fazer uma lista dos vídeos que foi vendo ao longo dos anos e apenas pensasse um pouquinho em qual a percentagem desse vídeos que eram maus e desses, quais eram de terror, acho que ficaria perfeitamente provada a minha teoria.

Creio que, enquanto apreciador do cinema de terror, você compreenderá que assim há uma grande possibilidade de, não obstante o título do filme de cinema e do apelo que lhe trouxe a sua apresentação, ao fim de uma hora e meia ou de duas horas você poderá deixar o cinema com a sensação de ter perdido o seu tempo.

Os verdadeiros amantes do género do horror estão contentes por terem outra oportunidade de participar numa experiência inteira, como esta.

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